A Pele Ideal é a Pele que Eu Habito

Você já se olhou no espelho e começou a achar que a aparência da sua pele não estava como gostaria? Talvez você tenha feito uma autocrítica por não ter uma pele ideal como a das pessoas que você vê nas redes sociais.

A mídia tende a mostrar uma aparência de pele inatingível: uma face lisa, sem falhas, sem cicatrizes, sem manchas, sem poros, sem pelos, sem linhas. Então há uma cobrança de que todo mundo deve ter uma pele “perfeita”. Mas isso está mudando.

Exemplo de pele ideal (à direita) com uso de editor de imagem
Exemplo de pele ideal (à direita) com uso de editor de imagem

Menos filtros, mais saúde

Recentemente, países, como a França, criaram uma lei que limita o uso de Photophop nas imagens de publicidade ou de influenciadores. Dessa forma, elas devem ser acompanhadas de um selo que indica que a pele passou por algum tipo de tratamento digital.

As imagens retocadas podem fazer com que as pessoas sintam frustração, raiva, culpa, tristeza por não apresentarem uma pele ideal. Essas emoções prejudicam a percepção que elas têm sobre si mesmas e causam problemas físicos e psicológicos. Por isso, a manipulação de imagens na internet passou a ser um problema de saúde pública.

Contrário a toda essa onda de edição de imagens, surgiu nas redes sociais o movimento #skinpositivity ou #pelelivre, que defende que a beleza está além das manchas, acnes ou rosáceas – e que é possível se sentir confiante na própria pele. Enfim, chegou o momento das “pessoas reais” e de ver, em todos os lugares, todos os tipos de aparência.



Reequilibrar a pele é a maneira real

Existem várias alterações da pele consideradas “inestéticas”, ou seja, fora das condições estéticas ditas “normais”. E grande parte delas é causada por desequilíbrios do corpo, geralmente por motivos emocionais e de estresse. Portanto, é possível trazer o reequilíbrio da pele através de variados recursos e procedimentos estéticos.

Mas os profissionais que trabalham na área da saúde e da estética têm o papel importante de esclarecer que a pele normalmente tem diferença de cor e de textura de uma área para outra. Tem poros, que podem estar mais aparentes, tem pelos.

Um dos meus maiores desafios em quase cinco anos trabalhando mais ativamente na revitalização da pele das pessoas é despertar nelas a compreensão de que a pele não é um órgão estável. Porque está exposto ao meio ambiente e, além disso, também se sensibiliza às condições internas do corpo. Portanto, a pele “perfeita” que vemos nas imagens da internet não existe.

Além do mais, eu procuro fazer com que as pessoas percebam que a beleza vai além da aparência da pele. Também tem a ver com nosso bem-estar, com nossas atitudes e como nos apresentamos ao mundo. Com essa consciência, elas passam a ter menos expectativas em relação aos resultados dos procedimentos e sobre sua própria imagem.

Reequilibrar a pele é respeitar suas características
#pelelivre – reequilibrar a pele é respeitar suas características

Além dos conceitos de pele ideal

Diante das imposições sobre como nossa pele deve ser, não seguir à risca os padrões de beleza é ter a oportunidade de se ver de diferentes formas. E, até mesmo, encontrar beleza onde não era visto antes. Assim, começamos a apresentar uma imagem mais realista de nós mesmos e a sentir mais claramente nossas potencialidades.

Ir além dos conceitos de pele ideal não é deixar de querer ter uma pele bonita. É transpor as crenças que tomamos como certas e que criam inúmeras necessidades em nós. E essa sensação de que é preciso algo para mudar a própria aparência também faz parte da dinâmica de consumo, que se tornou uma aliada para a busca de um ideal de beleza.

Beleza natural e sustentabilidade além da pele ideal

Quem apoia o consumo consciente e busca ter uma vida mais sustentável provavelmente dá preferência à beleza verde. Porque a maioria das indústrias cosméticas de produtos industrializados têm uma proposta de “materialização” da beleza pela venda dos produtos disponíveis no mercado. E utilizam muita matéria-prima que é prejudicial tanto para a pele, quanto para o meio ambiente.

A beleza verde é mais saudável e mais sustentável porque valoriza uma pele mais autêntica, encontrando seu caminho de autoestima além da necessidade de consumo. É uma experiência mais independente em relação aos padrões de beleza. Portanto, compreende que a pele não precisa ter só a aparência ditada como a ideal.

Autoaceitação: a forma mais genuína da beleza

Você não tem que se achar belo ou bela toda vez que se olhar no espelho. Mas é essencial se respeitar e entender a si como um ser único. Quando eu olho para mim, algumas vezes, vejo minha pele radiante; outras vezes nem tanto. Esta é a pele que habito. Minha autoaceitação é a forma mais genuína de expressar a minha beleza.

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Aline Bitencourt

Aline Bitencourt

Sou dentista, profissão que aprimorou meu gosto pelos detalhes e pela harmonia estética. E, quando passei por transformações internas, aliei a estética ao autoconhecimento e comecei a atuar na Estética Integrativa. Siga-me do Instagram: @aline_bitencourt77

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8 respostas

  1. Muito boa a matéria, amei!
    Além de elevar a nossa auto-estima, nos provoca a ficarmos atentas aos produtos naturais, a eficácia de produtos sustentáveis aliados a nosso favor é realmente o ideal!
    Parabéns!!!

  2. Perfeito. Precisamos desta nova abertura que já está trazendo libertações importantes. Que possamos voltar a ser humanos! Gratidão, Aline. Arrasou!

  3. Texto muito inteligente e inovador! É desse tipo de conduta que o mundo está precisando pra evoluirmos como seres humanos. Parabéns, Aline!🥰👏🏿👏🏿👏🏿

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